Terapias complementares para melhorar a cognição: o que dizem as evidências científicas?

Dificuldade de concentração, falhas de memória e sensação de mente cansada são queixas cada vez mais comuns. Por isso, cresce o interesse por terapias complementares para cognição, como meditação, yoga, tai chi e intervenção com música. Mas o que a ciência realmente mostra sobre essas práticas?

Um capítulo recente publicado na IntechOpen revisou estudos sobre intervenções mente–corpo voltadas à melhora de atenção, memória e funções executivas, tanto em pessoas saudáveis quanto em pacientes com transtornos neurológicos e psiquiátricos (Jeevanandam; Rajappa; Ramasamy, 2024).

O que são terapias complementares para cognição?

As terapias complementares são intervenções usadas em conjunto com o tratamento convencional – não no lugar dele. Entre as mais estudadas estão meditação (especialmente mindfulness), yoga, tai chi, práticas respiratórias e intervenções baseadas em música (Jeevanandam; Rajappa; Ramasamy, 2024).

Segundo os autores, essas práticas atuam sobretudo em:

  • Atenção e foco
  • Memória de trabalho
  • Funções executivas (planejamento, organização, controle de impulsos)
  • Flexibilidade cognitiva (mudar de estratégia ou ponto de vista)

Os efeitos são, em geral, modestos porém consistentes, e podem ter impacto relevante na qualidade de vida, especialmente em idosos e em pessoas com risco de declínio cognitivo (Jeevanandam; Rajappa; Ramasamy, 2024).

Como essas práticas podem ajudar o cérebro?

A revisão aponta vários mecanismos pelos quais terapias complementares podem apoiar a saúde cognitiva (Jeevanandam; Rajappa; Ramasamy, 2024):

  • Treino de atenção e autorregulação: meditação e yoga treinam a capacidade de manter o foco e retornar a ele após distrações.
  • Mudanças em redes cerebrais: há evidências de alterações em áreas relacionadas à atenção, controle emocional e funções executivas, como o córtex pré-frontal.
  • Redução do estresse crônico: essas práticas regulam o eixo de estresse (HPA), reduzem cortisol e favorecem um estado fisiológico mais propício ao bom funcionamento da memória.
  • Modulação inflamatória: alguns estudos sugerem impacto em marcadores inflamatórios, relevantes em quadros neurodegenerativos.
  • Engajamento emocional e motivacional (no caso da música): prazer e conexão social aumentam motivação e aderência ao treino cognitivo.

Importante: os autores reforçam que não se trata de "cura milagrosa", mas de estratégias complementares a um plano terapêutico estruturado (Jeevanandam; Rajappa; Ramasamy, 2024).

Terapias complementares, avaliação neuropsicológica e treino cognitivo

O capítulo destaca que essas intervenções são mais eficazes quando integradas a uma avaliação cognitiva cuidadosa e a programas estruturados, com protocolos claros e profissionais capacitados (Jeevanandam; Rajappa; Ramasamy, 2024).

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Referência (estilo ABNT)

JEEVANANDAM, L.; RAJAPPA, A.; RAMASAMY, B. Cognitive Enhancement through Complementary Therapies: A Mechanistic Perspective on Mind–Body Interventions. In: INTECHOPEN. Recent Advances in Cognitive Enhancement and Neurorehabilitation. [S. l.]: IntechOpen, 2024. Disponível em: https://www.intechopen.com/online-first/1234734. Acesso em: 18 mar. 2026.

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